Lançamento

TIM aposta em pacote único de fibra e móvel para reter clientes

Redação Byte Pulso · há 11h

Fonte: Tecnoblog
A operadora TIM apresentou os planos Ultracombo, uma nova categoria de oferta que junta em uma só fatura os serviços de internet fixa, via TIM Ultrafibra, e de telefonia móvel, por meio do TIM Black. Segundo a empresa, os valores desses pacotes combinados começam em R$ 89,99 mensais, cobrindo tanto a conexão de banda larga residencial quanto o plano de celular do cliente. A lógica por trás do Ultracombo não é exatamente nova no mercado brasileiro de telecomunicações: Vivo, Claro e outras operadoras já testam há alguns anos formatos de convergência, unindo fibra, celular, TV por assinatura e streaming em uma única conta. A ideia central é reduzir a chamada "churn", ou taxa de cancelamento, criando um vínculo mais forte entre o consumidor e a operadora — afinal, trocar de fornecedor de internet fixa costuma ser mais trabalhoso do que apenas portar um número de celular, e ao empacotar os dois serviços a empresa dificulta ainda mais essa migração. Para o consumidor, a promessa é de economia: pagar por dois serviços essenciais em uma fatura só tende a sair mais barato do que contratá-los separadamente, embora isso dependa da franquia de dados, da velocidade de fibra incluída e de benefícios extras como aplicativos de streaming, que costumam variar entre as faixas de preço desses combos. O movimento da TIM também reflete uma tendência mais ampla do setor: a corrida das operadoras para se tornarem provedoras completas de conectividade doméstica e pessoal, especialmente em um cenário no qual a receita pura de voz e SMS praticamente desapareceu e a briga agora é por dados, banda larga e serviços agregados de entretenimento. Nos últimos anos, planos de fibra populares e pacotes de celular ilimitados se tornaram commodities, com preços cada vez mais próximos entre concorrentes — o que empurra as empresas a competir por diferenciação via combos, benefícios de streaming e agora convergência total de serviços. Não é incomum, inclusive, que essas ofertas combinadas sirvam como isca para atrair clientes de operadoras rivais, oferecendo condições mais vantajosas apenas para quem migra os dois serviços ao mesmo tempo. Do ponto de vista editorial, o lançamento do Ultracombo sinaliza que a TIM está disposta a reforçar sua presença no mercado de fibra óptica, um segmento em que historicamente a empresa teve menos protagonismo se comparada à sua força tradicional na telefonia móvel. Ao empacotar Ultrafibra e Black em uma cobrança única, a operadora tenta equilibrar essa balança e se posicionar como alternativa completa para o consumidor que hoje paga contas separadas — muitas vezes para empresas diferentes — de internet residencial e celular. Para o público, o principal cuidado deve ser fazer as contas com calma: nem sempre o valor de entrada anunciado reflete o custo real após o período promocional, e é comum que esses pacotes tenham reajustes a partir do segundo ano de contrato ou exijam fidelidade mínima para manter o desconto. Vale também comparar a velocidade de internet oferecida e a franquia do plano móvel com o que já está disponível separadamente no mercado, já que a vantagem financeira do combo só se confirma quando os componentes individuais realmente atendem à necessidade do usuário. Para o setor de telecomunicações como um todo, o Ultracombo reforça uma tendência de consolidação de serviços que deve se intensificar nos próximos meses, à medida que operadoras buscam formas de aumentar o ticket médio por cliente sem depender exclusivamente de reajustes de preço. Não seria surpresa ver Vivo e Claro reagirem com pacotes similares ou reforçarem seus combos existentes, em uma disputa que tende a beneficiar o consumidor no curto prazo, com mais opções e possíveis descontos, mas que também aumenta a complexidade na hora de comparar ofertas entre operadoras. Fica o alerta de que, quanto mais empacotados os serviços, mais importante se torna ler as letras miúdas do contrato antes de trocar de provedor.
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