Inteligência Artificial
Software de edição fotográfica aposta em automação por IA para acelerar fluxo de trabalho de fotógrafos
Redação Byte Pulso · há 1h
O Evoto AI é um software de edição de imagens que utiliza inteligência artificial para automatizar tarefas comuns no trabalho de fotógrafos profissionais, como retoque de pele, correção de cor e seleção das melhores fotos de um ensaio. Segundo a descrição divulgada, essas funções ficam mais rápidas com o uso de ferramentas baseadas em IA embutidas no programa. Não há, nas informações disponíveis, detalhes sobre preço, plataformas suportadas ou data de lançamento específica do produto.
Esse tipo de solução reflete um movimento que já vem se consolidando no mercado de software fotográfico nos últimos anos. Ferramentas como Adobe Lightroom, Luminar Neo e Skylum já incorporaram recursos de IA para seleção de imagens, remoção de fundo e ajustes automáticos, disputando espaço com softwares mais recentes que prometem economizar horas de trabalho manual em pós-produção. Para o fotógrafo brasileiro, que muitas vezes atua como profissional autônomo e precisa entregar grandes volumes de fotos em prazos curtos — casamentos, eventos corporativos, ensaios comerciais —, esse tipo de automação pode representar redução real de custos operacionais, já que o tempo gasto em edição é um dos maiores gargalos da profissão. Além disso, a popularização de IA generativa nos últimos dois anos tem acelerado a chegada de recursos antes restritos a softwares caros e complexos para produtos mais acessíveis e voltados a nichos específicos, como fotografia de retrato e eventos.
A relevância desse tipo de lançamento para o consumidor final é indireta, mas perceptível: fotógrafos mais eficientes tendem a repassar parte dessa produtividade para preços mais competitivos ou prazos de entrega menores. Por outro lado, a automação de tarefas como retoque de pele e seleção de fotos levanta debates recorrentes no setor sobre padronização estética e perda de identidade autoral, já que algoritmos de IA tendem a aplicar padrões de beleza e enquadramento repetitivos, moldados pelos dados usados no treinamento dos modelos.
Do ponto de vista editorial, o Evoto AI se insere numa corrida silenciosa, mas intensa, entre fabricantes de software fotográfico para capturar a atenção de profissionais que antes dependiam de plugins avulsos ou de habilidades manuais em Photoshop. A pergunta que fica é até que ponto essas ferramentas vão substituir o julgamento humano na curadoria de imagens — hoje ainda uma etapa que exige sensibilidade estética difícil de replicar por algoritmos — e até que ponto os fotógrafos vão aceitar terceirizar parte da sua identidade criativa para ganhar velocidade. Para o mercado brasileiro de tecnologia, a chegada de mais um player nesse segmento reforça uma tendência já visível: a inteligência artificial deixou de ser diferencial de nicho e virou requisito básico de competitividade em qualquer software voltado à criação de conteúdo visual, seja para fotógrafos profissionais, criadores de conteúdo ou pequenas empresas que produzem material próprio. Resta acompanhar se ferramentas como essa vão de fato democratizar o acesso a edição de alto nível ou se vão apenas concentrar ainda mais o mercado nas mãos de poucas plataformas com maior capacidade de investimento em IA.
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