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Nubank amplia franquia de dados do NuCel e aposta em mais gigabytes por um preço acessível
Redação Byte Pulso · há 5h
O Nubank atualizou os pacotes de internet móvel oferecidos pela sua operadora virtual, a NuCel, aumentando a quantidade de dados disponível em até 40% sem alterar a proposta de preço acessível da marca. Segundo as informações divulgadas, um dos planos passou a oferecer 35 GB de franquia por R$ 45 mensais, mantendo o diferencial de WhatsApp com uso ilimitado, recurso que já era um dos principais atrativos da oferta desde o lançamento do serviço.
A movimentação do Nubank reforça uma tendência que vem se consolidando no mercado de telecomunicações brasileiro: a entrada de fintechs e bancos digitais no setor de telefonia móvel como forma de ampliar o relacionamento com o cliente e reduzir a dependência de um único produto financeiro. Assim como fez com cartões de crédito, conta digital e investimentos, o Nubank tenta repetir no setor de telecom a fórmula de preços competitivos e experiência simplificada via aplicativo, pressionando operadoras tradicionais como Vivo, Claro e TIM a repensarem seus próprios pacotes de dados. Para o consumidor brasileiro, que historicamente paga caro por internet móvel em comparação a outros países, esse tipo de disputa tende a resultar em planos com mais franquia de dados pelo mesmo valor ou preços menores para o mesmo volume de gigabytes, algo que já vinha ocorrendo com a chegada de outras MVNOs (operadoras móveis virtuais) nos últimos anos.
O benefício do WhatsApp ilimitado também merece destaque no contexto brasileiro, já que o aplicativo de mensagens é, de longe, o serviço de comunicação mais usado no país, sendo citado recorrentemente em pesquisas como item essencial para consumidores de menor renda, que muitas vezes usam o app como principal ou único canal de internet quando os dados da franquia se esgotam. Ao manter esse diferencial mesmo após o reajuste nos planos, o Nubank sinaliza que pretende seguir mirando esse público mais sensível a preço, que já é a base de seu sucesso no segmento bancário.
Do ponto de vista editorial, a decisão de aumentar a franquia de dados sem subir o preço — ou ao menos mantendo uma relação custo-benefício mais vantajosa — pode ser lida como um movimento estratégico de retenção em um momento de maturação do produto. Passados os primeiros meses de operação, é natural que a NuCel precise mostrar evolução constante para não perder tração frente a concorrentes que também miram o público migrante das operadoras tradicionais, como Méliuz Celular, Surf Telecom e outras MVNOs que surgiram na esteira da abertura regulatória do setor. Ampliar a franquia é uma forma relativamente barata de gerar percepção de valor, especialmente quando comparada a investimentos em infraestrutura de rede, já que a NuCel opera sobre a estrutura de operadoras parceiras.
Para o mercado de tecnologia como um todo, esse tipo de notícia também reforça como o setor financeiro brasileiro está cada vez mais disposto a se diversificar em serviços adjacentes, usando a base de clientes já conquistada como alavanca para novos negócios. O Nubank, que acumula dezenas de milhões de clientes no país, tem escala suficiente para negociar condições vantajosas com operadoras de infraestrutura e repassar parte desse ganho ao consumidor final — um caminho que bancos tradicionais e até outras fintechs devem observar de perto. Se a estratégia continuar dando certo, é provável que vejamos mais reajustes de franquia ao longo do ano, bem como anúncios semelhantes de concorrentes tentando não ficar para trás nessa corrida por conectividade mais barata. No fim, quem tende a sair ganhando é o consumidor brasileiro, que historicamente reclama de preços altos e franquias limitadas na telefonia móvel, mas que agora encontra mais opções dispostas a competir diretamente por esse mercado.
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