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Galaxy Z Fold8 ou Z Fold8 Ultra: vale pagar mais pelo dobrável mais caro da Samsung?
Redação Byte Pulso · 09 de ago.

A Samsung começou a vender oficialmente no Brasil, desde a última quinta-feira (06/08), os novos dobráveis anunciados no Galaxy Unpacked de Londres em 22 de julho: o Galaxy Z Fold8, o inédito Galaxy Z Fold8 Ultra e o Z Flip8. O Z Fold8 chega por R$ 12.599 na versão de 256 GB e R$ 14.199 na de 512 GB (ambas com 12 GB de RAM), com tela externa de 5,5 polegadas, tela interna de 7,6 polegadas e brilho de até 3.000 nits, câmera traseira dupla de 50 MP + 50 MP ultra-angular, frontal dupla de 10 MP (capa e tela interna), bateria de 4.800 mAh de silício-carbono e apenas 201 g — o Fold mais leve já lançado pela marca. Já o Z Fold8 Ultra, a primeira variante "Ultra" que a linha Fold já teve, parte de R$ 14.599 (256 GB), passa por R$ 16.199 (512 GB) e chega a R$ 19.399 na versão de 1 TB com 16 GB de RAM. Ele traz tela externa maior, de 6,5 polegadas, tela interna de 8 polegadas (a maior já usada num dobrável Samsung), bateria de 5.000 mAh, 215 g e um sistema de câmeras bem mais ambicioso: sensor principal de 200 MP, ultra-angular de 50 MP e uma teleobjetiva dedicada de 10 MP com zoom óptico de 3x que o Fold8 padrão simplesmente não tem. Os dois compartilham o mesmo processador, o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, e a construção em Flex Titanium com certificação IP48.
É a primeira vez que a Samsung replica no Fold a estratégia que já usa no Galaxy S, criando uma versão "Ultra" acima do modelo padrão em vez de deixar a linha Fold com um único topo de linha. Faz sentido no momento: a concorrência em dobráveis "livro" ficou mais dura em 2026, com rivais chineses como Honor e Huawei empurrando tanto para dobráveis mais finos e leves quanto para modelos com câmera de nível flagship, e a Samsung só tinha uma resposta pra cada frente com um produto só. Separando as duas propostas, o Fold8 "normal" consegue focar em ser o mais leve e mais barato dobrável premium do catálogo, enquanto o Ultra vira a vitrine tecnológica da marca, com a maior tela já colocada num Fold da Samsung (8 polegadas, quase um tablet) mirando quem usa multitarefa pesada, e uma câmera que finalmente coloca um dobrável Samsung perto do nível do Galaxy S Ultra em fotografia, algo que os Folds anteriores nunca ofereceram. O timing do lançamento, com pré-venda aberta bem na primeira semana de agosto e cobertura grande da imprensa de tecnologia brasileira nos últimos dias, também ajuda a explicar por que o tema está tão quente agora.
Na nossa leitura, a diferença de preço entre os dois é grande — pelo menos R$ 2.000 a mais já na entrada, chegando a quase R$ 5.000 de diferença entre o Fold8 básico e o Ultra de 1 TB — e o que se ganha por esse valor extra é bem específico: mais tela (8" contra 7,6"), mais bateria (5.000 mAh contra 4.800 mAh) e, principalmente, uma câmera com teleobjetiva de zoom óptico real, algo que só o Ultra tem. Em compensação, o Ultra é mais pesado (215 g contra os 201 g do Fold8, hoje o Fold mais leve do mercado), o que pesa bastante numa categoria de aparelho que já é maior e mais grosso que um smartphone convencional. Para quem fotografa bastante ou realmente vai usar a tela grande para trabalhar com várias janelas abertas ao mesmo tempo, o Ultra se paga: é hoje o dobrável Samsung com o sistema de câmeras mais completo já lançado. Mas para a maioria de quem só quer experimentar o formato de dobrável "livro" com menos peso no bolso e gastando menos, o Z Fold8 padrão já entrega praticamente a mesma experiência de tela grande, o mesmo processador e ainda chega mais em conta. Vale pesquisar bem antes de decidir, porque a diferença de preço compra recursos reais, não só um nome maior na caixa.
E você, pagaria a mais pelo Z Fold8 Ultra ou ficaria no Z Fold8 padrão?
SamsungComparativoSmartphonesDobrável
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