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Epic Games Store desembarca nos iPhones brasileiros com incentivo em dinheiro de volta

Redação Byte Pulso · há 2h

Fonte: Tecnoblog
A Epic Games, empresa por trás de Fortnite, voltou a oferecer sua loja de aplicativos para usuários de iPhone no Brasil. A novidade é resultado de um entendimento firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que fiscaliza práticas de concorrência no país. Como parte da estratégia de atração de usuários, a companhia passará a oferecer um retorno de 20% em cashback sobre o valor gasto em compras feitas dentro da loja. Apesar do acordo viabilizar o retorno ao sistema da Apple, a Epic não deixou de manifestar insatisfação com as etapas que a fabricante do iPhone exige para que os usuários consigam instalar a loja alternativa em seus aparelhos. O episódio se insere numa disputa que já dura anos e que ganhou contornos globais: a briga entre desenvolvedores de aplicativos e as chamadas "lojas oficiais" dos sistemas móveis, Apple App Store e Google Play. No centro do debate está a cobrança de comissões sobre transações e o grau de liberdade que fabricantes de smartphones devem conceder para que outras empresas ofereçam canais próprios de distribuição de apps e pagamentos. A União Europeia foi pioneira ao forçar a Apple, via Digital Markets Act, a permitir lojas alternativas no iOS, e o Brasil, por meio do Cade, tem seguido uma linha semelhante de pressão regulatória sobre gigantes de tecnologia. Para o consumidor brasileiro, isso significa mais opções de onde comprar jogos e itens digitais, muitas vezes com condições financeiras melhores do que as praticadas pelas lojas padrão dos fabricantes. O uso do cashback como isca é uma escolha estratégica clara: a Epic sabe que dificilmente vai deslocar hábitos de consumo consolidados apenas com a promessa de uma loja alternativa — é preciso oferecer um benefício tangível e imediato para convencer o usuário a sair do caminho padrão da App Store. Ao mesmo tempo, a crítica pública da empresa ao processo de instalação exigido pela Apple funciona como um recado duplo: pressiona a fabricante do iPhone a simplificar as regras e, simultaneamente, alimenta a narrativa da Epic como defensora de um ecossistema mais aberto, algo que já sustentou sua longa batalha judicial contra a Apple nos Estados Unidos. Para o mercado brasileiro de tecnologia, o movimento reforça um sinal importante: reguladores locais estão dispostos a intervir ativamente em disputas que até pouco tempo pareciam restritas a tribunais americanos e europeus, o que pode abrir espaço para que outras desenvolvedoras busquem o mesmo tipo de acordo. Resta saber se o cashback será suficiente para consolidar uma base de usuários fiel no iOS, historicamente mais resistente a alternativas fora do ecossistema Apple do que o público Android.
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