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Disney pode adotar modelo sem custo para brigar por audiência com o YouTube
há 2h
A Disney avalia lançar uma camada gratuita dentro do Disney+, disponibilizando parte do catálogo de filmes e séries sem cobrança para os usuários. Segundo as informações divulgadas, a ideia central seria atrair novos assinantes e disputar espaço diretamente com o YouTube, que hoje domina o consumo de vídeo sob demanda financiado por publicidade.
A movimentação, ainda em fase de estudo, reflete uma tendência mais ampla do setor de streaming: diante da saturação do modelo de assinatura paga, empresas como Netflix, Amazon Prime Video e Max já adotaram planos com anúncios como forma de baratear o acesso e captar públicos sensíveis a preço. Um catálogo gratuito, ainda que limitado, pode funcionar como isca para conversão posterior em planos pagos, além de abrir uma nova frente de receita publicitária para a Disney, que enfrenta a churn (cancelamento de assinaturas) recorrente típica do setor.
A disputa com o YouTube também é simbólica: a plataforma do Google se consolidou como principal destino de entretenimento gratuito, inclusive para conteúdo profissional e produções originais, ameaçando o modelo tradicional dos serviços de streaming por assinatura. Ao liberar parte do seu acervo — que inclui marcas como Marvel, Pixar, Star Wars e produções da própria Disney —, a empresa buscaria reconquistar espaço de tela e atenção do público, especialmente entre consumidores mais jovens acostumados ao consumo gratuito de vídeo.
Ainda não há detalhes sobre quando o plano gratuito poderia ser implementado, quais títulos estariam disponíveis ou se haveria limitações técnicas, como qualidade de imagem ou quantidade de anúncios exibidos durante a reprodução.
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