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Após pressão da Microsoft, LG deve parar de exibir propaganda em pleno Windows

Redação Byte Pulso · há 2h

Fonte: Tecnoblog
Um aplicativo da LG voltado para monitores passou a exibir, sem aviso prévio aos usuários, propagandas do antivírus McAfee diretamente na tela de computadores com Windows. A prática pegou consumidores de surpresa, já que os anúncios apareciam de forma intrusiva, fora do contexto de uso normal do software de gerenciamento de tela. Diante da repercussão negativa, a Microsoft interveio junto à fabricante sul-coreana e negociou o encerramento dessa publicidade indesejada, segundo apuração do Tecnoblog. Esse tipo de episódio não é exatamente uma novidade no universo Windows. Softwares pré-instalados por fabricantes de hardware — os chamados bloatwares — já foram alvo de críticas recorrentes por trazerem funções supérfluas, notificações insistentes ou parcerias comerciais que atrapalham a experiência do usuário. A diferença aqui é o grau de intromissão: exibir anúncios de terceiros através de um app que deveria apenas controlar configurações de brilho, cor e resolução de um monitor ultrapassa o que a maioria dos consumidores considera aceitável. Para o público brasileiro, que convive cada vez mais com monitores e notebooks de marcas como LG, Samsung e Dell, o caso reforça um debate que vem ganhando força globalmente: até onde vai o direito de uma fabricante monetizar o software que acompanha seus produtos, mesmo depois da venda já ter sido concluída. A Microsoft, que vem tentando cuidar da percepção de qualidade do Windows como plataforma, tem motivos de sobra para não deixar esse tipo de prática se espalhar sem controle, especialmente considerando que o próprio sistema já enfrenta críticas por anúncios em seus próprios menus e aplicativos nativos. A reação rápida da Microsoft chama atenção porque indica que a empresa está disposta a policiar não apenas seu próprio ecossistema de software, mas também o comportamento de parceiros de hardware que rodam aplicativos sobre o Windows. Isso pode ser lido como um sinal de que a gigante de Redmond entende que a reputação da plataforma depende também da conduta de terceiros — e que casos assim, se não forem contidos, alimentam a narrativa de que o Windows virou terreno fértil para publicidade forçada, alimentando a migração de usuários mais técnicos para alternativas como Linux ou macOS. Para a LG, o episódio expõe um risco reputacional real: parcerias comerciais como a que aparentemente existia com a McAfee podem gerar receita adicional, mas o custo em confiança do consumidor tende a ser maior, especialmente em um mercado como o brasileiro, onde queixas sobre softwares desnecessários em produtos eletrônicos já são comuns em fóruns e redes sociais. Fica também a lição para outras fabricantes de monitores, notebooks e periféricos que operam no Brasil: a linha entre oferecer serviços agregados e impor publicidade invasiva é tênue, e cruzá-la pode custar caro em termos de imagem, ainda mais numa época em que consumidores estão mais atentos e vocais sobre privacidade e controle sobre seus próprios dispositivos. O caso também levanta uma questão prática para quem já comprou ou pretende comprar um monitor LG: vale a pena revisar quais aplicativos vieram pré-instalados e verificar se há atualizações que removam esse tipo de anúncio, já que a intervenção da Microsoft não significa necessariamente que todos os aparelhos já em uso tenham sido corrigidos automaticamente. No fim das contas, o episódio, mesmo pontual, serve como um lembrete de que o hardware que compramos carrega cada vez mais software por trás — e que esse software nem sempre trabalha exclusivamente a favor do usuário.
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